Fábricas de Software

Matéria péssima da revista EXAME sobre fábricas de software ( horrível principalmente nos pontos que fala mais diretamente do desenvolvimento de software).
Destaquei as piores partes, na minha opinião.

| 28.06.2007
Por Ricardo Cesar

Mauri Morina não se queixa de seguir uma rotina quase sem variações. Pudera. Apesar da pouca idade — seus 22 anos estão patentes na cara de garoto com brinco na orelha e sorriso despreocupado –, ele não só tem um emprego fixo como ganha mais do que a média da população brasileira. Morina é funcionário de uma fábrica muito especial, que não usa parafusos nem solda: uma fábrica de software. Ele é programador no centro de desenvolvimento que a Stefanini IT Solutions montou em Alphaville, na Grande São Paulo, para atender o Bradesco, um de seus principais clientes. *Todos os dias, Morina liga seu computador às 8 horas da manhã e começa a digitar uma infinidade de linhas de código — uma seqüência de números e caracteres que para um leigo faz tanto sentido quanto grego. Como fios que costuram uma roupa, essas linhas indecifráveis, juntas, darão origem a um sistema coeso, como um internet banking, por exemplo.* Dessa mesma maneira são feitos os programas que controlam as chamadas telefônicas das operadoras, administram a frota de uma companhia aérea ou organizam o fluxo de pedidos de uma siderúrgica. Sistemas são essenciais para companhias de todos esses setores, mas desenvolver linhas de código não é a atividade principal de nenhuma delas. À medida que as empresas terceirizam essa função, fornecedores especializados, como a Stefanini, contratam mais e mais gente.

>>Vou considerar que o autor da matéria quis romantizar um pouco nesta parte, afinal é o início. Se foi isso, ainda não está muito ruim.

 

Quem é o operário da programação
Conheça o perfil dos programadores que trabalham nas fábricas de software
Idade média
A maioria dos profissionais são jovens entre 20 e 30 anos, mas alguns tipos de tecnologia exigem a presença de programadores seniores
Formação
Há desde pessoas formadas em faculdades de engenharia ou ciências da computação até profissionais que fizeram apenas um curso técnico de programação
Salário inicial
Varia de acordo com a região. Em São Paulo, onde a remuneração é mais alta, um programador júnior ganha cerca de 1 000 reais por mês
Teto salarial
Varia de acordo com a região e a especialização do profissional, mas raramente ultrapassa 6 000 reais.Acima disso só para quem assume funções gerenciais ou comerciais

PRODUZIR SOFTWARE sob encomenda é uma atividade menos glamourosa do que muita gente imagina. O grosso da mão-de-obra, os programadores, são jovens na faixa dos 20 anos. *O trabalho é repetitivo e nem sempre requer criatividade. Sentados em baias e munidos de computadores simples, eles passam o dia inteiro digitando os códigos que construirão ou atualizarão os sistemas dos clientes. A produção é organizada como numa linha de montagem: ao cumprir uma etapa, o programador passa o serviço adiante e pega a próxima tarefa. É comum que esses profissionais nem saibam exatamente para que serve o software que estão criando, porque o desenvolvimento é quebrado em vários pedaços e distribuído entre equipes diferentes, que não têm uma visão abrangente do projeto. É como se cada uma delas recebesse instruções para desenhar uma peça de um quebra-cabeça sem saber como é a imagem completa.* A remuneração não é muito diferente do que se paga numa unidade fabril tradicional. A média de salários das montadoras automobilísticas da região do ABC paulista é 3 666 reais, segundo informações do sindicato dos metalúrgicos local. O salário inicial fica em torno de 1 000 reais e, após vários anos de carreira, pode chegar a pouco mais de 5 000 reais. Numa fábrica de software nos arredores de São Paulo, um programador júnior ganha entre 1 000 e 2 000 reais; um pleno, até 3 000 reais; e um sênior, por volta de 4 000 reais. Um funil estreito separa essa grande base dos poucos que chegarão a posições de comando, como coordenadores e gerentes.

>> Engraçado é que a capa da edição anterior a esta foi sobre a Toyota e seu grande sucesso baseado no seu modelo just in time, que entre outras coisas, costuma pregar a redução dos desperdícios (que a EXAME costuma dar ênfase em 100% das matérias), custos, etc, mas que tem como fundamento a manutenção de um processo de melhoria contínua baseado essencialmente nas contribuições dos operários envolvidos diretamente com a produção que estão no chão de fábrica. Este processo de melhoria contínua se dá essencialmente através das sugestões destes operários, ou seja, não há um setor de experts isolado e que tem a função de propor inovações que serão implementadas pelos operários. São operários valorizados e motivados que, com base no feedback do próprio trabalho, na confiança que recebem da empresa, na liberdade para propor e na própria qualificação, que sugerem estas melhorias. É através destas sugestões que a toyota IMPLEMENTA mais de 1 milhão de idéias por ano, e assim mantém a muitos anos uma vantagem(lucro, valor de mercado) esmagadora sobre seus concorrentes.
>>Porque escrevi isto acima? Porque a produção de automóveis é um trabalho muito mais intuitivamente (e teoricamente) ligado ao modelo taylorista do que o desenvolvimento de software, mas que mesmo assim foi completamente revolucionado pelo abandono deste modelo e pela adoção do Just in Time e do Thinking Lean (acho que no fundo um engloba o outro, não tô lembrado). A Toyota esmagou a GM e a Ford por isso, e hoje todas as montadoras tentam imitá-la.

>>Aí vejo uma matéria atual de uma revista de negócios respeitada no Brasil falando de linha de montagem para software. É demais! Isso que foi destacado representa cascata na veia. Um modelo baseado nas premissas tayloristas que, mesmo tendo sido o mais adotado por décadas, nunca funcionou. Veja o Chaos Report (Standish Group).

 

>>”Desenvolvimento de software é repetitivo e não requer criatividade“. isto é ridículo. Sem comentários!

>>Será que o autor da matéria conhece as vantagens de se valorizar a comunicação dentro das equipes ou entre as equipes, e dos imensos ganhos provenientes do enriquecimento da comunicação entre os desenvolvedores e seus clientes? Tenho certeza que não, senão ele teria falado sobre feedbacks curtos, comunicação, respeito, etc, e não sobre baias.

 

O ritmo é puxado. Na unidade onde Mauri Morina atua, as especificações de códigos a ser desenvolvidos chegam por meio de um link dedicado entre a Stefanini e o Bradesco.

>> As especificações de software costumam ser complexas, e o papel (ou a tela) é um meio pobre de comunicação em relação a outros meios, como a comunicação face a face por exemplo. Transmitir idéias complexas através de um meio de comunicação pobre fatalmente vai acabar gerando erros de representação e/ou de interpretação. O ideal é que o desenvolvedor também tenha acesso ao cliente e não somente às especificações.

 

Um sistema interno chamado e-Fábrica controla o recebimento e o andamento dos serviços. A cada tarefa executada, o programador precisa notificar no e-Fábrica o que foi feito. No final do mês, a empresa tem um levantamento detalhado de quanto cada profissional produziu. Há metas de produtividade para as fábricas. Quando são superadas, um sino é tocado. Silêncio por ali não é um bom sinal. Duas vezes por ano, a Stefanini premia os profissionais que se destacam. Dentro da fábrica há o aplauso do mês — os funcionários brindam com uma salva de palmas os colegas mais votados por eles mesmos. São maneiras de quebrar o clima árido de trabalho nessa verdadeira linha de montagem de bits e bytes.

>>Não faz sentido. Parte disto deve ter sido copiado e colado de alguma página no google sobre o trabalho dos digitadores, e não dos programadores. As tarefas variam muito em característica e complexidade de um sistema para outro e também dentro de um mesmo sistema, como eles podem medir os profissionais por quantidade de tarefas concluídas? E a corretude do código (bugs)? E a corretude de cada funcionalidade (tem que atingir ao objetivo, não basta não ter bugs)? Ou seja, mesmo numa visão bem geral, fica obvio que o modelo de fábrica de software, e mais ainda, este descrito nesta reportagem, não faz sentido.

>>Na minha opinião, as fábricas de software estão fadadas ao desaparecimento. E parece que isto já está acontecendo. Não faz sentido que algo extremamente complexo e que, dependendo do caso, pode ter milhares de possibilidades, centenas de partes que precisam trabalhar integradas, e ainda que depende fundamentalmente da criatividade, possa ser construído num modelo que tenta imitar uma fábrica taylorista. Pena que onde eu estudo, ninguém nem comenta isto, pois um banco montou um fabrica de software lá pra explorar mão de obra barata dos estudantes (desabafozinho :).

 

TALVEZ NÃO HAJA GLAMOUR algum nessas coisas, mas não faltam motivos pelos quais essa atividade deveria ser vista como estratégica para o Brasil. A área tem se mostrado pródiga em atrair investimentos e é uma das razões que levaram fornecedores como IBM e Accenture a aumentar a aposta no mercado nacional. Há também projetos brasileiros, como a CPM Braxis, que, com apenas um ano de vida, reúne 5 000 funcionários, deve faturar algo próximo a 1 bilhão de reais no atual exercício e é séria candidata a abrir capital na Bovespa em médio prazo. Além disso, trata-se de um segmento com enorme capacidade de gerar empregos — e gerá-los rapidamente. Juntas, as dez maiores companhias do setor empregam mais de 40 000 pessoas no país. “É preciso pelo menos dois anos para estabelecer uma montadora, enquanto uma fábrica de software está de pé em seis meses”, diz Chu Tung, presidente da subsidiária brasileira da EDS, uma das gigantes americanas de serviços tecnológicos. Por mais que o trabalho de programação seja repetitivo, ainda é extremamente atraente para muita gente. A carreira é abraçada sobretudo por jovens das classes C, D e E, que enxergam uma oportunidade de alcançar uma renda razoável em poucos anos. Trata-se de um trabalho mais sofisticado e mais bem remunerado que o de um atendente de call center, por exemplo. “Num país como o Brasil, essa é uma atividade que puxa a média para cima, não para baixo”, diz Jair Ribeiro, presidente da CPM Braxis.

>> Parece piada. Sem comentários! 😦

O momento é promissor, mas há algumas nuvens carregadas no horizonte. A falta de mão-de-obra qualificada é uma delas.

 

>> Porque será que “falta” mão de obra qualificada? Eu prefiro plantar feijão lá em Antas-BA na roça de meu pai, do que trabalhar neste modelo que foi descrito. Ainda bem que o mundo é plano [Thomas Friedman], então se no Brasil as empresas grandes “pensam” a respeito dos desenvolvedores de forma tão ridícula quanto a reportagem diz, eu ainda tenho algumas alternativa(antes do feijão), tipo ser autônomo ou micro-empresário com a ajuda da WEB. Só espero não ter que fazer como muitos colegas formados, que desiludidos abandonaram a área para tentar concursos públicos, ou para fazer faculdade em áreas “melhores”.

Nesse mercado, o fechamento de um grande contrato pode significar a abertura de centenas de vagas da noite para o dia. O melhor exemplo disso é a subsidiária nacional da indiana Tata Consultancy Services (TCS), que triplicou de tamanho quando a matriz ganhou um contrato milionário do banco holandês ABN Amro. Hoje, dos 1 600 funcionários brasileiros da TCS, 900 são dedicados ao banco. “Precisamos de tantos profissionais qualificados quantos pudermos encontrar”, diz Sérgio Rodrigues, presidente da TCS no país. A brasileira BRQ tem 500 vagas em aberto, situação que se repete na CPM Braxis. Na subsidiária brasileira da Accenture, há cerca de 800 postos não preenchidos no momento. “Está todo mundo desesperado atrás de mão-de-obra”, afirma Paulo César Bonucci, presidente da subsidiária da Unisys, que emprega mais de 700 pessoas — cerca de um terço de seu contingente — em fábricas de software. Essa situação gera alguns efeitos colaterais. Estima-se que os salários de programadores subam em média 8% ao ano no mercado nacional. Há sempre propostas de concorrentes rondando, o que leva a rotatividade nessas empresas a cerca de 10% anuais. São números que tiram o sono dos empresários do ramo, mas ainda parecem uma calmaria em relação ao que ocorre na Índia: lá, os salários sobem 18% e a taxa de demissão voluntária beira os 25% ao ano.

>>Ainda bem que a mão de obra qualificada não é idiota (pelo menos, uma parte não).

 

 

No Brasil, o maior gargalo é a escassez de programadores com inglês fluente, um pré-requisito para quem quer exportar serviços. Algumas empresas chegam a procurar funcionários em escolas de idiomas. “Aprender a programar é mais fácil do que falar outra língua fluentemente”, diz Humberto Luiz Ribeiro, vice-presidente da Politec, empresa de serviços de tecnologia com sede em Brasília.
A preocupação faz sentido. A CPM Braxis, por exemplo, tem forte presença nos Estados Unidos. A Politec atende a Mitshubishi no Japão e também tem contratos no mercado americano. Quase 20% do faturamento da Stefanini já vem de fora do Brasil. Um terço de tudo o que a Accenture desenvolve em Alphaville destina-se ao mercado externo. O centro que a IBM mantém em Hortolândia, no interior de São Paulo, uma das instalações mais modernas do país, atende dezenas de clientes sediados em nações que falam inglês, espanhol e francês.

>> Aprender um novo idioma fluentemente, realmente não é nada fácil, mas vejo uma pequena contradição aqui. Tudo bem que os clientes são internacionais, as referências são quase sempre em inglês, etc… Mas, pra quem vai atuar de forma semelhante a uma máquina que traduz especificação em em software, pra que saber inglês fluentemente? Neste caso não bastaria saber ler de forma razoável?
Concluindo esta parte: Saber ler razoavelmente em outro idioma(inglês) é relativamente fácil em relação ao conhecimento exigido de bom programar.

 

Mas a principal queixa dos empresários é o custo de contratação de profissionais no mercado brasileiro, que fica em média 30% acima do verificado na Índia. A mão-de-obra responde por 2 de cada 3 reais gastos para manter uma fábrica de software. Os representantes do setor pedem medidas de incentivo ao governo, argumentando que agora é o momento de criar condições para o país posicionar-se como uma alternativa à Índia. Se o Brasil não fizer isso, outras nações ocuparão o vácuo rapidamente. É claro que Mauri Morina não pensa nessas coisas quando chega à fábrica de software da Stefanini, em Alphaville, com um dia de trabalho pela frente. Sua cabeça está nas oportunidades que a carreira lhe reserva ou em como gastar seu próximo salário. Pensamentos que podem ser compartilhados por centenas de milhares de outros jovens brasileiros dentro de alguns anos — se mais essa oportunidade histórica não for perdida.

>> Gasto não. Investido! Mão de obra em empresas que sabem desenvolver software é algo que trás bons lucros dependendo da qualificação. Quanto mais qualificada, melhor o salário, claro. Quanto melhor o salário, mais lucros. Simples! 😛
Pena que muitos e muitos gerentes de TI, acostumados a trabalhar com premissas erradas, não conseguem(não querem) ver isso.

>> Quanto ao custo da mão de obra na índia, suponho que a EXAME saiba muito bem que a realidade no Brasil é outra completamente diferente.
>> “Medidas de incentivo de governo”? Quem sou eu pra falar pra EXAME se isto é bom ou não.

Chego até a suspeitar que a grande revista EXAME,
não se preocupa muito em selecionar pessoas competentes para escrever as matérias.

Tomara que tenha sido “só” um problema nesta matéria específica (se bem que não vi nenhuma correção numa edição seguinte).
Ainda bem que recebo de graça, afinal eles insistiram tanto em me dar 3 meses grátis, que acabei aceitando.

Quando li a uns dois meses, fiquei doido pra escrever algo sobre o assunto, mas nunca deu tempo. Tá aqui no meu quadro branco até hj, o lembrete. Hj, mesmo sem tempo, acabei escrevendo algo.

Com relação a parte empresarial da reportagem, eu até concordo que muitas empresas adotam o que está descrito, mas também acredito que não são todas e que nos países desenvolvidos atualmente nem representam a maioria. Além disso, acredito(rezo que seja logo) que o futuro das empresas que continuem seguindo esta linha, mesmo nos países subdesenvolvidos, não será dos melhores. Graças a Deus! 🙂

Flws,
Vinicius AC.

UFS / Graduando.

Minha argumentação está longe de ser detalhada e sólida, mesmo porque nem precisa argumentar tanto, pois a reportagem tá fraquinha.
Tentaria escrever melhor, mas deveria estar estudando nos últimos 60 minutos, ao invés de escrevendo isto. 😉

===================

Mais infos sobre este assunto:
http://www.urubatan.com.br/movimento-contra-a-asneira-da-info-exame/

http://eduardomiranda.net/blogs/dotnet/archive/2007/07/10/remando-contra-a-mare.aspx

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14 comentários sobre “Fábricas de Software

  1. Vinicius,

    Parabéns por ter tido paciência de comentar essa matéria. 🙂 Eu queria ter feito isso mas fiquei tão irritado quando lí que optei por dar um tempo e esperar o desenrolar dessa história.

    Quem escreveu essa matéria ignora completamente a maneira que se desenvolve software no século 21. Tá certo que muitas empresas (como a TCS citada) apostam em modelos de fábrica de software e desenvolvimento em cascata, que é a premissa desse artigo. Mas isso é completamente ultrapassado e o modelo é reconhecidamente ineficiente e ineficaz.

    Recomendo ao pessoal da revista para que possam aprender um pouco mais sobre desenvolvimento de software:

    – Agile & Iterative Development (Craig Larman)
    – Agile Software Development (Robert Martin)
    – The Myths of Innovation (Scott Berkun)
    – Extreme Programming Explained (Kent Beck)

    Torço para que estes livros sejam lidos antes das próximas reportagens sobre o assunto…

    Abraços,
    Guilherme Chapiewski

  2. Ricardo Ferreira disse:

    Olá Vinicius,

    Gostei do que vc escreveu, mas infelizmente,acho que quem romantizou muito o assunto foi vc. infelizmente essa é a realidade, na maioria das empresas, seja ela grande ou não, salvo apenas a algumas raras exceções.

    Pra mim tudo o que foi falado na matéria é verdade. pelo menos aqui no Brasil, que eu acho que foi a base para a matéria.

    Metodologias de desenvolvimento exitem aos milhares … agora me aponte uma empresa que consegue implementar alguma?

    Infelizmente essa é a realidade da áre de TI no geral, não só apenas desenvolvimento. pra quem é programador é isso mesmo, trabalho braçal. por que dificilmente o cara que só programa, connhece de regra do negócio e ajuda na especifiacação do sistema.

    Bom isso é assunto pra horas e horas de discussão.

    Até mais

  3. Leandro disse:

    Conclusão:
    Mais difícil que “PRODUZIR SOFTWARE” deve ser escrever um texto como este.
    Baita ignorante…

    Abraços,

    Leandro

  4. Respondendo a Ricardo Ferreira:
    Em primeiro lugar, olá e obrigado pelo comentário.
    Discordo bastante de você, mas é legal ouvir outras opiniões.

    Do seu comentário, concordo apenas que a realidade da maioria das empresas brasileiras na área de desenvolvimento de software ainda é bastante sombria.

    Você disse: “agora me aponte uma empresa que consegue implementar alguma?”
    A verdade é que existem muitos casos de empresas que abandonaram ou estão abandonando o modelo ultrapassado e mal descrito na reportagem, e abraçando outros modelos de produção de software. E o melhor é que estas empresas já estão colhendo os bons frutos desta mudança.
    Peço que você dê uma olhada nos depoimentos listados neste link:
    http://www.improveit.com.br/depoimentos
    ou então veja a lista de clientes da Improve It, listada abaixo.
    http://www.improveit.com.br/clientes

    Não há dúvida que e uma lista de depoimentos e de clientes muito respeitável. E olhe que são clientes de “apenas” uma empresa que trabalha com métodos ágeis(XP neste caso).
    Com certeza devem existir muitas outras trabalhando/adotando métodos ágeis com os mais diversos níveis de maturidade hoje no Brasil.
    E com certeza nenhuma destas empresas acredita mais nisto:
    “Infelizmente essa é a realidade da áre de TI no geral, não só apenas desenvolvimento. pra quem é programador é isso mesmo, trabalho braçal. por que dificilmente o cara que só programa, connhece de regra do negócio e ajuda na especifiacação do sistema.”
    Ou seja, não fui romântico, fui realista. 😉
    Abraços!

  5. Tive o prazer de conhecer a pouco tempo atrás o Phillip Calçado que postou o modo como introduziu agilidade(;) na globo.com, citado acima pelo Guilherme. Realmente acredito que muitas empresas hoje estão realmente tomando o caminho Ágil da coisa, mas está muito longe de ser a maioria, grande parte ou quiçá algo que faça cócegas em relação à quantidade de empresas que ainda seguem o caminho tradicional.

    Participei a algumas semanas do Rioinfo, um dos grandes eventos de informática do circuito fluminense. Lá encontravam-se principalmente médios e pequenos empresários de TI do Rio. Ao fim de uma palestra sobre “implementação de cmmi em pequenas e médias empresas” comentei sobre as metodologias ágeis e xp, e não foi suspresa nenhuma pra mim ninguém ter dado bola para o que eu falei. No dia anterior ocorreu uma palestra sobre “fábricas de software” em como foi implantado na bl informática (http://www.blnet.com/)…

    Então até mesmo as pequenas e médias empresas, que eu considero serem as que mais ganham adotando metodologias ágeis, estão mais interessadas em saber de experiências de implantação de cmmi e cia do que de métodos ágeis. Vide a própria existência de um modelo brasileiro, o mps, que por sinal a empresa em que trabalho foi certificada semana passada.

    Existe ainda MUITO(mesmo!) preconceito sobre as metodologias ágeis… Nós temos boas exceções, mas é essa sim a realidade do mercado brasileiro.

    Grande abraço!

  6. Rogerio Almeida disse:

    Do ponto de vista corporativo: ” O processo de funciona como uma linha de montagem, cada um cumpre uma etapa e a tarefa segue para a próxima fase…”. Que maravilha se tudo fosse fácil hein??

    No meu ponto de vista, Desenvolver Software é uma atividade 100% dependente de criatividade e inteligência humana, onde a metodologia entra com intuito de disciplinar, oferecer padrões e instruir equipes a conseguirem atingir seus objetivos com melhor qualidade.

    O dia que desenvolver software for igual a uma linha de produção e não a umma criação em equipe, mude de profissão.

  7. 1. O autor deste artigo é graduando… Não tem a experiência profissional necessária para conhecer a realidade da maioria das empresas.

    2. O jornalista que escreveu a matéria foi simplista: Resumiu tudo, porque os detalhes realmente não importam para o leitor leigo. E estas informações devem ter sido obtidas resumidamente pelos entrevistados (gerentes das emrpesas).

    Se fosse uma revista especializada em informática, para um público de leitores específicos da área de informática, detalhes seriam relevantes, mas a maioria dos leitores da reportagem já não vão entender grande parte o que está escrito. Pra que explicar mais?

    Enfim, o que o jornalista disse não é mentira não… Em parte, parece muito com a rotina da maioria das empresas… Principalmente das que adotam metodologia RUP (fábrica de software).

    Acho que o estudante estava se referindo ao setor de R&D. Neste cenário de P&D não se aplica a rotina, mas não foi o descrito pelo jornalista na matéria em questão.

    Nem perderia meu tempo comentando a reportagem, e nem me aborreceria. Está óbvio que foi destinada aos leigos. Aliás, não teria perdido o meu tempo nem terminando de ler a reportagem. Jornalista quando começa a falar superficialmente ou quando começa a falar besteira merece ser ignorado.

  8. Fernando Gomes - GRADUANDO disse:

    Parabéns ! Vinicius.
    Pqp,
    Pensei em comentar algo.
    Mas realmente so vou te dar os parabens.
    Nao tenho tanta calma para rebater o artigo como fizeste.
    Abraços

  9. João Paulo disse:

    Concordo com o ‘anônimo’. Realmente falta um pouco de maturidade profissional ao comentarista do artigo.
    Ideologia não enche barriga!!!

    Dificilmente será possível emplacar e tocar um projeto de, por exemplo, 70000 horas somente com metodologias ágeis, além do que certamente o cara que banca um projeto deste precisa de “garantias” (por mais inconsistentes que elas sejam).

    Por outro lado, um projeto com escopo pequeno facilmente se tornará um monstro, com excesso de processos muitas vezes desnecessários, se tocado com RUP por exemplo.

    Objetivamente, use uma metodologia proporcional ao seu projeto e que seu cliente pague e entenda como “confortável”.

    Discutir sobre o que é “melhor” só demonstra a completa falta de visão sobre a necessidade do cliente e desconhecimento sobre desenvolvimento de software.

  10. Sérgio Monteiro disse:

    Já que o estudante não tem tanta experiência assim, aqui estou para defendê-lo e defender também os métodos ágeis. Quem fica com essa falácia de que métodos ágeis não funciona para projetos grandes é porque realmente está desatualizado e fora do contexto do mundo de software atual. Eu sugiro que reveja seus conceitos para o bem da sua carreira.

    Estou cansado dessas pessoas que ficam falando mer.. dos métodos ágeis e defendem essa baboseira de metodologias que dão “segurança”.

    Só para constar, Thoughtworks é uma das grandes consultorias que existem no mundo que usam métodos ágeis e ganham muito dinheiro, ou seja, enchem a barriga.

    Desafio qualquer um para me provar o contrário de que o manifesto ágil e os principios ágeis que existem nele não faz sentido algum.

    Não quero feedback sobre o meu comentário de quem não conhece metodos ágeis, obrigado.

  11. Programmer disse:

    Eu já trabalhei em diversas fábricas de software, e hoje estou em uma das empresas citadas na matéria da Info.

    Eu reconheço completamente a justeza da reportagem à luz da minha experiência profissional.

    Tenho formação técnica pós-média, estou no último período do curso de Sistemas de Informação, tenho inglês fluente e utilizo este inglês no trabalho, pois estou em um projeto internacional, tendo que fazer reuniões com os clientes estadunidenses com frequência. Não obstante, meu salário não está diferente das faixas citadas na matéria.

    Nas grandes empresas pelas quais passei, o trabalho segue o modelo de linha de produção, é repetitivo e deixa pouco espaço para a criatividade da arquitetura que fica a cargo de um “especialista”.

    Este modelo de linha de produção só não ocorre quando o software é desenvolvido de forma artesanal, como acontece com sistemas de pequeno porte.

    É por isso que eu me sinto mais realizado e motivado em trabalhar com meus projetos freelancer do que em fábricas de software. Eu amo programar e tenho enorme satisfação nisso, mas não neste modelo de “fábrica”.

    Acho que você está iludido com esta área de software e querendo se colocar acima de onde você realmente está. Falta-lhe consciência de classe, programador de classe média.

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