4.6.4. Trabalho Energizado

4.6.4. Trabalho Energizado

Deve-se trabalhar somente a quantidade de horas que se pode agüentar, sem declínio da produtividade pessoal ou riscos para saúde. Ou seja, é preciso manter um ritmo sustentável de trabalho, respeitando os próprios limites, como ser humano.

Dentre os problemas relacionados ao desenvolvimento de software, um dos mais comuns é não conseguir cumprir os prazos, como mostrado em [STANDISH GROUP, 1994]. Este é um dos principais motivos que leva um gerente de projeto de software, a pressionar sua equipe em direção ao excesso de trabalho.

Os gerentes costumam esquecer que os desenvolvedores não são máquinas e sim seres humanos, e como tais, precisam descansar, comer e dormir, entre outras necessidades básicas, para manterem-se “Energizados” e produtivos. Trabalhar além do normal pode gerar um ganho de produtividade inicial, mas em pouco tempo o desenvolvedor começará a apresentar dificuldades de concentração. Isto se reflete negativamente na velocidade de desenvolvimento e na qualidade do sistema, já que estas são diretamente influenciadas pela capacidade do desenvolvedor manter-se atento, criativo e disposto a solucionar problemas.

Todo o trabalho de desenvolvimento de um software ocorre na mente do desenvolvedor, no máximo existem ferramentas que o ajudam a materializar o que foi pensado [TELES, 2004]. Um desenvolvedor mentalmente esgotado tende a produzir valor muito lentamente e com muitos erros.

É muito fácil remover valor de um software, mas quando se está cansado é muito difícil reconhecer que se está removendo valor [BECK, 2005]. Assim, é comum o tempo extra ser gasto em vão, pois o fato de trabalhar mais não significa que o projeto avançou. [IMPROVE IT, XP]. Pelo contrário, existe um grande risco que, mesmo com todo o esforço extra, o projeto regrida em função do aumento na quantidade de bugs.

“Nos projetos da XP, as pressões de tempo são tratadas através do processo de priorização e ajuste do escopo de cada iteração para a real capacidade de entrega da equipe” [TELES, 2005]. “O mais importante não é trabalhar mais e sim trabalhar da forma mais inteligente, em um período de tempo semanal que as pessoas sejam capazes de sustentar sem ficarem esgotadas, e sem prejudicarem o trabalho com o déficit de atenção decorrente da fadiga” [IMPROVE IT, XP].

[TELES, 2004] [IMPROVE IT, XP] [BECK, 2005] [TELES, 2005]

PS.: A conclusão é totalmente de Vinicius Teles, por isso as aspas. Ele escreveu muito bem, como de costume, e não encontrei nada que pudesse acrescentar. Peço desculpas pelo “ctrl+c” “ctrl+v” integral.

\o ‘s,
ViniciusAC.

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