4.5. Práticas da XP

4.5. Práticas da XP

A XP adota um conjunto de práticas que representam a parte mais visível, principalmente aos olhos externos, do trabalho da equipe de desenvolvimento de software.

As práticas, por si só, não fazem muito sentido, pois não indicam muito claramente o porque de sua importância. O Desenvolvimento Dirigido por Testes (TDD), por exemplo, é uma prática poderosa, com um conjunto bem definido de regras, mas que apesar disso, pode gerar bastante desconforto e resistência numa equipe que não conhece os valores que norteiam sua aplicação. Seguir as regras da TDD simplesmente porque alguém hierarquicamente superior mandou, não é algo muito estimulante para a equipe. Seguir estas regras para simplificar o sistema, obter feedback mais rápido e eficiente, estimular a comunicação e a coragem, é dar um sentido ao que se está fazendo.

As práticas definem regras claras e concretas, e se comprometem em satisfazer alguns valores básicos. Também indicam ações que normalmente são específicas para certos contextos. Mudar o contexto normalmente significa mudar de alguma forma as práticas adotadas, com a restrição de que as mudanças não podem alterar o compromisso de que se deve sempre estar de acordo com os valores, pelo contrário, as mudanças devem visar a manutenção deste compromisso.

A práticas da XP são úteis tanto isoladamente quanto em conjunto, mas a forma ideal de aplicá-las é em conjunto, pois são bastante inter-relacionadas e costumam ter seus resultados multiplicados quando aplicadas desta forma. Ou seja, a XP não impõe o uso de um determinado conjunto de práticas, mas defende que é o uso em conjunto que trás sempre os melhores resultados.

Não existe uma ordem exata para aplicação das práticas num projeto, mas existe uma dependência das práticas corolário em relação às primárias, como será explicado detalhadamente na próxima sessão. A escolha de quais práticas utilizar depende do contexto do projeto e das características da equipe.

O ritmo de adoção das práticas por uma equipe, deve ser o mais natural possível. Isto geralmente se traduz numa adoção incremental, que costuma ser a mais fácil e estimulante, já que permite de forma clara, visualizar os efeitos positivos de cada nova prática adotada e a influência positiva desta sobre as práticas anteriores [CARDIM, 2006].

Devido a liberdade evolutiva da XP e de suas práticas, não é correto fixar algumas práticas como sendo as “oficiais” da metodologia. As práticas evoluem pragmaticamente de acordo com aqueles que as adotam. São os valores e princípios básicos que permanecem os mesmos. [TELES, XPERS]

Nesta seção, são abordados os fundamentos das práticas mais populares da XP. A definição da listagem de práticas e da forma de classificação destas, tem como base o que está definido em [BECK, 2005] e em [IMPROVE IT, XP]. Algumas práticas serão descritas de uma forma mais completa, de acordo com a intensidade e importância do uso destas no estudo de caso que será detalhado neste BLOG.

[IMPROVE IT, XP]

\o ‘s,
ViniciusAC.

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